Milandos e Memórias Coloniais - José Santos

Milandos e Memórias Coloniais - José Santos

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Sinopse

Este conjunto de histórias desenrola-se essencialmente em torno de duas almas gémeas, José Augusto e Milinha — ambos nascidos durante os anos sessenta na cidade da Beira - Moçambique, ao tempo colónia portuguesa. Na sua infância e adolescência, sobretudo nas férias escolares e desde que sua Mãe consentisse, José Augusto acompanhara seu pai em breves viagens, que acabariam por marcar o jovem José Augusto, sempre atento a tudo o que o rodeava e à sabedoria dos mais velhos. Admirara a simplicidade da fronteiriça Umtali, na então Rodésia, onde fora para uma consulta com o reputado doctor Key – mais conhecido por médico dos portugueses.  Após a vinda forçada e em diferido para Portugal em 1976, José Augusto e Milinha perderam o contacto, o qual seria restaurado no ano seguinte quase por mero acaso — coisas do destino. Dum e do outro conservavam apenas doces recordações da adolescência, algumas cartas e uma simples fotografia a preto e branco com dedicatória no verso. Entretanto e porque a vida é feita de decisões e escolhas — nem sempre acertadas e fáceis mas necessárias — cada um seguiu o seu destino e os dois desencontraram-se nas estradas da vida. José Augusto seguiu a carreira militar e a engenharia possível — embora não a engenharia que seu pai gostaria — tendo alcançado apesar de tudo um sucesso relativo, adoptando a divisa "Não menos nos engenhos que na espada", enquanto Milinha, após uma série de aventuras infrutíferas próprias da idade rendeu-se e moldou-se à vida: especializara-se em fisioterapia, sendo uma profissional qualificada e bem paga numa reputadíssima instituição transalpina. Na vertente matrimonial porém, nenhum dos dois teve muita sorte: ele mantinha-se preso a um casamento repleto de fragilidades, de que resultaram dois filhos; ela divorciara-se litigiosamente, sustentava um filho ingrato, suportando ainda uma relação com um homem mais velho com tendências alcoólicas, pensando e fingindo ser feliz numa terra distante, embora se sentisse respeitada e integrada. Além de imensos denominadores comuns, ambos tinham perdido precocemente o respectivo pai sensivelmente no mesmo período, facto que se reflectiria nas suas vidas.

Moçambique não foi apenas a terra onde José Augusto e Milinha nasceram e viveram uma parte importante da vida; foi também o principal motivo da presente obra — «Milandos e memórias coloniais» — tornando-se um objectivo continuamente recriado e amadurecido. Histórias longínquas da vida e de muitas vidas... Vidas desencontradas, forçadas e desassossegadas. Porém, o amor voltaria a entrar nas suas vidas trinta e oito anos depois quando se reencontraram mais uma vez quase por mero acaso, com uma pequena ajuda do destino, caprichos da vida. E a partir desse momento tudo seria necessariamente diferente.

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