Cravos e Estrelas -Política Externa, Partidos e Revolução (1974-1975)

Cravos e Estrelas -Política Externa, Partidos e Revolução (1974-1975)

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Sinopse

No dia 25 de abril de 1974, a capital portuguesa despertou com o ruído das chaimites que percorriam as ruas sob o olhar estupefacto dos seus habitantes. Um golpe militar, que tomou de surpresa Portugal e o mundo, derrubou, em poucas horas, o regime que vigorara durante mais de quatro décadas. O renovado poder político, constituído, no imediato, por oficiais dos três ramos das Forças Armadas, manifestou prontamente a intenção de promover a democratização do país. Nessa manhã de primavera, os ventos que sopravam sobre a nação mais ocidental do continente europeu anunciavam mudanças profundas num território que acabava de se libertar da égide do autoritarismo.

            Além-fronteiras, os desafios não eram menos exigentes. Os novos governantes depararam-se, desde cedo, com a necessidade de terminar o longo conflito colonial e de quebrar o isolamento a que Portugal se encontrava remetido. Mas essa era apenas a face mais visível da política externa que urgia colocar em prática. À margem destas prioridades, importava considerar as relações com alguns espaços que se revelavam fundamentais para a diplomacia nacional: África, Atlântico e Europa Ocidental, isto numa altura em que o país assistia à legalização de numerosos partidos, que ocupavam todo o espaço do espectro político, da esquerda à direita. Ao longo dos meses seguintes, enquanto a revolução seguia o seu rumo e prosseguia o debate interno acerca do tipo de regime a implantar, Lisboa viu-se precisamente confrontada com várias opções em matéria de política externa, tendo por objetivo a definição do modelo de inserção internacional a adotar. Perante essa conjuntura, os partidos foram também eles chamados a expor as suas posições neste campo, convergindo em determinados aspetos e divergindo naturalmente em outros.

            Assim sendo, esta obra pretende justamente aferir a visão partilhada pelos quatro maiores partidos dos alvores da democracia, o PS, o PPD, o PCP e o CDS, quanto às principais opções da política externa portuguesa no decorrer do período revolucionário.

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